Letras Elétricas
Textões e ficções sem compromisso
by J. G. Gouvêa Atualizado em 28 de maio de 2021

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Olá, sou o José Geraldo, um escritor amador brasileiro e mantenho este blog desde 2010. Aqui você encontrará algumas coisas que eu andei escrevendo, tretas em que me meti e livros que publiquei. Você pode começar examinando o conteúdo mais recente ou me seguindo nas redes sociais para acompanhar atualizações.

Informações Sobre o Conteúdo do Antigo Site e sua Política de privacidade

Desde 15 de abril de 2021 este site foi refeito em HTML estático, deixando de ser um blog do Wordpress. Infelizmente, isto exigiu sacrifícios de funcionalidades e de interatividade. Inclusive, devido a problemas na base de dados nos dias anteriores à conversão, até mesmo o conteúdo de algumas postagens se perdeu.

Vampiros, Gasolina e Armas de Fogo

Quando a luz difusa do amanhecer começou a entrar pelas gretas da janela eles finalmente começaram a se afastar. Resmungando, ainda dando pontapés nas portas e em tudo pelo caminho, foram nos deixando em paz. Aos poucos, começou a diminuir a gritaria ensurdecera que atravessara a noite, espaventando o nosso sono. Quinze minutos um dedo de sol se enfiou entre as árvores secas e logo chegou à janela coberta de tábuas de madeira, acabando, definitivamente, com aquela anarquia.

Como um Editor de Textos Poderia Destruir a Civilização

Este texto foi originalmente escrito em inglês e postado no Medium.com, onde ainda está disponível, sob o título “Controversy is a Sign of Our Times”.

A Mentalidade Colonial

A constatação de que os problemas do Brasil — notoriamente o seu atraso socioeconômico — teriam origem na “elite” está baseada no estudo do processo histórico do país, não é alguma ideia tirada de trás da orelha de quem o diz. Aqueles que repetem como piada que “o brasileiro devia ser estudado pela NASA” não se dão conta de que o “brasileiro” já foi estudado; não pela NASA, mas pelo conjunto das Ciências Sociais; e que existem, há pelo menos meio século, um corpus teórico bastante robusto que nos ajuda a ver as razões reais de nosso atraso.

Passando a limpo

Uma entre muitas coisas boas proporcionadas pela migração do meu blog para longe do WordPress é a oportunidade que agora tenho de revisitar meu conteúdo desde os primórdios. Não o estou fazendo com a ideia de revisar e melhorar; embora, três ou quatro vezes, até agora, isso tenha sido inevitável; mas para corrigir alguns problemas que aparecem na versão final exportada pelo Pandoc. Quando vou no arquivo ver de que se trata, encontro diversos tipos de absurdos gerados pela conversão mal feita do formato do WordPress. Funcionou bem na maioria dos casos, mas não na grande maioria.

Como as Comunidades Literárias Morrem

As comunidades literárias estão mortas em todas as redes sociais. Quanto mais pareçam estar vivas, mais seguramente mortas todas estão. Sua vida é uma ilusão cruel, uma sobrevida viciosa, como um liche revivido pelo poder das trevas. Justamente porque parecem tão vivas é que estão mais tragicamente mortas.

Dar Vida a Quem Não Tem

Uma das maiores dificuldades do ficcionista é dar vida aos seus personagens. Isto requer “engenho e arte”, como diria Camões, requer inserção na cultura do personagem para que você possa pensar como ele. Para conseguir isso é preciso calejar-se no mundo. Isto é tão complicado de se fazer que a maioria de nós, escritores, preferimos escrever sobre gente parecida conosco, que vive em ambientes próximos e gosta do que gostamos.